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NACS Show 2017 pela minha visão de revendedor

Artigo escrito por Ricardo Pires
Por Ricardo Pires
Criado em 30/10/2017, atualizado em 02/06/2020

Decidi ir a Nacs 2017 em Chicago, a maior feira mundial do setor de postos de combustíveis e conveniência, onde as novidades do setor apresentam seus lançamentos e perspectivas futuristas. Resolvi porque queria me atualizar e tinha dois objetivos principais: meu lado revendedor (sou da terceira geração de revendedores no interior de mg) e queria entender mais sobre a onda dos carros elétricos que está ficando cada vez mais forte. Além disso, queria me atualizar em relação às novas tecnologias, conectando o revendedor ao consumidor e o que eu poderia trazer para o ClubPetro,  minha startup de fidelização para postos.

No total éramos mais de 1000 brasileiros e a grande maioria de revendedores Ipiranga e Petrobras. Além dos brasileiros, centenas de colombianos, e americanos. Apesar de ser revendedor das bandeiras Ipiranga e Petrobras, resolvi ir por minha conta, já que o custo com a viagem me saiu menos da metade, em relação aos pacotes que as distribuidoras ofereceram. Afinal por que vendem tão caro? Se já compramos seus combustíveis durante o ano todo e na hora de nos atualizarmos temos que desembolsar até R$20.000,00 para uma viagem de apenas 5 dias aos EUA?

A Nacs iniciou no dia 18 de outubro com várias palestras e no dia 19 e 20 houve a feira, simultânea às palestras. Participei de várias dessas palestras, sempre com foco na tecnologia. Queria entender como potencializar ainda mais o ClubPetro Fidelidade e quais as tendências para o segmento de fidelização e cupons. Muitas palestras sobre o tema foram apresentadas, e pude ver que estamos na vanguarda do mercado, muito atualizados e de certa forma bem confortáveis, ainda mais com novos projetos que estamos lançando para o setor.

Confesso que em relação ao objetivo de carros elétricos e equipamentos para tal fiquei desapontado, não houve absolutamente nada sobre o tema, nem palestra e nenhum stand ou qualquer menção. Será que a indústria do petróleo não permitiu isso? Vieram várias hipóteses a minha cabeça.

Não vi muitos lançamentos, de certa forma a feira é muito mais focada em conveniência do que em equipamentos para postos de combustível. As lojas de conveniência nos EUA estão presentes em 80% dos postos, enquanto no Brasil somos 15%. O revendedor brasileiro ainda não descobriu a forma de rentabilizar sua loja e muitos falam que só tem o negócio para levar movimento ao posto, já que ela não é lucrativa. Temos que estudar o modelo americano que na maioria das lojas só conta com um funcionário e ficam lotadas de produtos.

Os equipamentos para postos são similares aos brasileiros, mas são mais funcionais já que são feitos para um modelo de abastecimento self-service. Na bomba de combustível o cliente mesmo realiza o abastecimento e efetua o pagamento com cartão de crédito, sem precisar do auxílio de um frentista. As bombas são inteligentes, de fácil manuseio e com telas em LCD mostrando propagandas e ajudando o usuário a utilizar o equipamento.

No setor de tecnologia vi algumas empresas voltadas para cupons de desconto, fidelização, indicação de clientes via aplicativos, e muitos relatórios de BI – Business Intelligence para ajudar o revendedor a ter uma gestão mais fácil e com tomadas de decisões rápidas.

Na página do Clubpetro no Facebook, fiz diversos posts com vídeos e fotos da feira para o revendedor acompanhar a tendência da NACS Show 2017.

Nos próximos textos irei contar minha experiência em postos de Chicago – USA e Guadalajara – MEX.

Ricardo Pires
Revendedor e CEO do ClubPetro


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Posto de combustíveis