abrir um posto
De revendedor para revendedor

Vale a pena abrir um Posto? Mudanças no Mercado

Artigo escrito por Ricardo Pires
Por Ricardo Pires
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Posto de combustíveis

Não é raro receber perguntas aqui no blog sobre o que é preciso para abrir um posto, qual investimento necessário, leis e normas. Mas fica também uma questão: vale a pena abrir um posto? Por isso, hoje começamos uma sequência de textos, pela extensão e importância do assunto.

No passado, ser dono do posto era sinal de prosperidade, sinônimo de um empresário bem sucedido. Este cenário criou uma impressão que essa atividade fosse objeto de desejo de futuros empreendedores. Mas isso foi no passado, bem lá atrás… um posto bem localizado era suficiente para trazer forte fluxo de clientes e lucros.

No início da década de 90, o cenário mudou, o governo Collor abriu o mercado de combustíveis, quebrou oligopólios e com isso, novas distribuidoras nasceram e surgiram os postos bandeira branca, que trouxeram novo dinamismo e competitividade ao setor.

Com esses novos entrantes, aqueles revendedores antigos que se protegiam na asa da distribuidora se incomodaram, viram nascer postos em todos os cantos da cidade e desesperaram, saíram da zona de conforto. Esses empresários tradicionais acostumaram a renegociar os contratos, a cada 5 anos, e ganhar luvas milionárias, o que possibilitava investimentos em carros de luxo, fazendas, reformas em casa… enfim, era uma bonança….

abrir um posto

Os postos independentes chegaram e podiam comprar de qualquer distribuidora, dando preferência aquela que oferecesse o menor preço. Isso foi um baque, com custos menores na ordem R$ 0,15, passaram a estampar esse custo menor também na placa de preços, atraindo assim o consumidor que buscava um menor custo dos combustíveis.

Hoje, quase 30 anos após a abertura do mercado, os postos bandeira branca já correspondem a quase 50% do mercado, conforme os dados do ClubPetro. O revendedor busca independência, quer conhecer o seu cliente, quer poder e não mais ser uma marionete das distribuidoras.

O consumidor busca custos menores, o combustível representa grande peso no custo de vida do trabalhador e isso se tornou uma dor enorme para ele, seja pelo valor alto, pelos impostos, pelo consumo do veículo… e com isso o revendedor acabou virando o vilão aos olhos do motorista, não o governo.

Não bastasse todos esses entraves, o revendedor ainda vive a incerteza de que o negócio que o seu pai trouxe até aqui pode não sobreviver ao amanhã, já que os carros elétricos e novos modais são uma realidade.

O Cade fez um estudo e enviou 9 propostas à ANP, que criou um grupo para avaliar possíveis mudanças para o seguimento, trazendo a realidade dos postos self service e a verticalização, onde as distribuidoras podem administrar os próprios postos.

No próximo texto irei explicar mais sobre os custos e investimentos necessários para a abertura de um posto.


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Posto de combustíveis