Controle do Capital de Giro para Postos
Gestão

Cálculo e Controle do Capital de Giro para Postos de Combustíveis

Artigo escrito por Profs. Adriano e Leandro
Por Profs. Adriano e Leandro
Criado em 01/10/2020, atualizado em 02/10/2020

No texto de hoje, vamos falar sobre Cálculo e Controle do Capital de Giro para Postos de Combustíveis.

Na semana passada, publicamos um material sobre a Gestão do Capital de Giro, com foco nos prazos de recebimento, de estocagem e de pagamentos, além da demonstração do cálculo da necessidade de capital e possíveis ações para melhorias.

Leia mais: Gestão de Capital de Giro para Postos de Combustíveis

No texto de hoje, vamos apresentar o cálculo e controle do valor do Capital de Giro, ou seja, verificar se o valor do Capital de Giro, no final de um período, está de acordo com o calculado. Para isso, apresentamos duas situações para evidenciar o cálculo e controle.

Primeira situação

Nas tabelas acima, o Capital de Giro foi dividido em dois grupos: financeiro (que representa o saldo de caixa e bancos), e operacional (composto pelos saldos do contas a receber, dos estoques e do saldo dos fornecedores a pagar).

O resultado líquido de R$25.000, do mês 2, foi formado por vendas à vista de R$35.000, a prazo de R$45.000, custos das vendas de R$32.000 e despesas R$ 23.000,00.

Conforme os saldos das contas do mês 1 e do mês 2, o item fornecedores variou R$ 2.000,00. Os estoques aumentaram R$4.000. O contas a receber variou R$5.000 e s saldo de bancos e caixa aumentou R$18.000, essa variação é composta do recebimento de vendas à vistas, a prazo, pagamento de fornecedores e despesas.

Na sequência, vamos apresentar o capital de giro dos meses 1 e 2, bem como os prazos médios de estoque, recebimento, pagamento e o ciclo operacional calculados para o mês 2. Além disso, faremos um comparativo entre os prazos encontrados e os prazos que são definidos como padrão pela empresa em estudo.

Para calcular o Capital de Giro do mês 1, somamos o capital de giro financeiro com o capital de giro operacional e diminuímos a conta fornecedores, apresentados nas informações da Primeira Situação. O mesmo raciocínio foi utilizado para calcular o Capital de Giro do mês 2, ou seja, somamos o Capital de Giro Financeiro com Capital de Giro Operacional e diminuímos o valor dos Fornecedores.

O Capital de Giro líquido do mês 2, apresentou o total de R$ 89.000, ou seja, o valor do capital de giro do mês 1 mais o resultado líquido do mês 2. Observe que este resultado (R$ 89.000), mesmo sendo calculado por duas formas diferentes, é igual, representando que está de acordo com os controles dos saldos das contas dos grupos financeiro e operacional.

Contudo, o revendedor, ao analisar o ciclo operacional em dias, identificou aumento de 2 dias no prazo médio de recebimento, passando de 30 para 32. Na busca de quais clientes poderiam estar em atraso com o pagamento, identificou que não havia clientes em atraso, mas verificou que dois clientes haviam pago as suas compras no vencimento com cartão de crédito, gerando aumento no contas a receber, além de estar em desacordo com os procedimentos de recebimento da empresa.

O Capital de Giro líquido nesta situação variou em R$25.000, refletindo o resultado líquido do período. A necessidade de Capital de Giro, ou seja, o valor que precisa ser bancado por capital de terceiros ou próprio para manter as atividades operacionais, aumentou R$7.000, esse aumento é resultante do aumento de contas a receber e dos estoques, sendo que este está sendo bancado por R$ 2.000 dos fornecedores. E o saldo financeiro maior, refere-se ao caixa efetivamente gerado com o recebimento das vendas, pagamentos de fornecedores(custos) e despesas.

Segunda Situação

Após o cálculo do Capital de Giro liquido no valor de $ 89.000, conforme apresentado acima, verificou-se uma divergência de R$2.000 comparando com os controles, relatórios, de estoques, contas a receber, fornecedores e saldos de bancos e caixa, os quais totalizaram R$87.000. Estas divergências são detalhadas a seguir:

Foi confirmado que um cheque devolvido não foi registrado na empresa e um cheque não compensado não estava na conciliação bancária. Os saldos dos cartões de crédito das operadoras estavam divergentes dos controles internos e conforme o relatório de movimentação dos estoques, o saldo estava com diferença, totalizando R$ 2.000 de divergência entre o Capital de Giro líquido calculado e os controles internos da empresa.

Com isso, ressalta-se a importância do Cálculo do Capital de Giro em valores e em dias, permitindo a verificação com os controles que suportam os saldos das contas que compõem o capital do capital dos negócios.


Ao se cadastrar você aceita receber os conteúdos do ClubPetro e compreende que pode se descadastrar a qualquer momento.

Posto de combustíveis