Gestão de Estoques em Postos
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Gestão de Estoques em Postos de Combustíveis

Artigo escrito por Profs. Adriano e Leandro
Por Profs. Adriano e Leandro
Criado em 13/11/2020, atualizado em 13/11/2020

Há recurso financeiro parado, desnecessariamente, no estoque do seu Posto? O estoque é suficiente para atender às demandas dos clientes? Como a Gestão de Estoques em Postos de Combustíveis pode interferir no caixa?

Ao pensarmos sobre a Gestão de Estoques, inicialmente é preciso entender como o nível adequado de estoque é importante para a gestão do capital de giro, pois o volume de estoque implica em custos e riscos para a empresa e, desta forma, influencia a rentabilidade do negócio.

Leia também: Cálculo e Controle do Capital de Giro para Postos

Níveis baixos de estoque representam elevados riscos de ruptura do ciclo operacional, ou seja, falta de produto para a produção ou para atendimento ao cliente. Já níveis elevados de estoque representam custos maiores, tanto de armazenagem, como custo de oportunidade, entre outros.

Características econômicas de cada setor, perspectiva de um aumento imediato do preço do produto e política de venda do fornecedor são fatores que interferem no nível de estoque das empresas.

Leia também: ANP e o novo Levantamento de Preços de Combustíveis (LPC)

As decisões de quando e quanto comprar são importantes na perspectiva de gestão de estoques. Por outro lado, para que estas decisões sejam acertadas, a existência de um processo de previsão vendas, constantemente atualizado a partir das novas informações de mercado, torna-se relevante.

Veja s principais ferramentas que podem ser utilizadas para que a Gestão de Estoques do seu Posto seja mais eficiente:

1 – Prazo Médio de Estocagem e do Giro do Estoque

O prazo médio de estocagem permite que a empresa saiba o tempo médio, em dias, que os estoques ficam na empresa. Já o Giro do Estoque permite identificar quantas vezes o produto gira no estoque da empresa no período de um ano.

Para melhor entendimento destes indicadores, veja o exemplo, onde são utilizadas informações hipotéticas sobre “lubrificantes”:

ContaValor
Estoque médio de LubrificantesR$ 25.200,00
Custo médio diário de LubrificantesR$ 900,00

Fórmulas a serem utilizadas:

PME = Estoque Médio de Lubrificantes / Custo médio do produto vendido
Giro de Estoque = 360 / Prazo médio de estocagem

Resultados:

PME= 28 dias
Giro do lubrificante = 12,8 vezes por ano

Possivelmente, no caso hipotético acima, haveria possibilidade de diminuir o valor médio em estoques. Isso faria com que o estoque girasse mais vezes por ano e a Necessidade de Capital de Giro diminuiria, proporcionando maior liquidez à empresa.

2 – Estoque de Segurança

Com o objetivo de reduzir o risco de não atendimento ao cliente, as empresas geralmente definem um estoque de segurança. Ou seja, um estoque mínimo de produtos para que a empresa atenda à demanda.

A quantidade de unidades a serem consideradas como estoque mínimo varia em função da demanda média e da variabilidade esperada na venda do produto. Além disso, o estoque de segurança deve ser acompanhado mais de perto no caso de produtos essenciais ou que sejam específicos.

Produtos secundários ou que sejam mais comuns podem não demandar um acompanhamento efetivo do estoque de segurança. A reposição destes itens em situações de emergência é mais fácil e rápida.

Outros fatores que devem considerados no momento de se calcular o estoque mínimo são: a distância física do fornecedor e o tempo existente entre a compra e a entrega do produto.

3 – Curva ABC

A curva ABC, também conhecida como Lógica de Pareto, é um processo para monitorar os níveis de estoque. Sob esse processo a empresa estabelece uma hierarquia/classificação dos produtos em estoque.

Esta classificação pode ser realizada da seguinte forma:

a) Calcula-se o faturamento de cada produto.
b) Colocam-se os itens em ordem decrescente de faturamento.
c) Calculam-se as percentagens do faturamento de cada produto em relação ao faturamento total.
d) Classificam-se os itens nas classes ABC.

Após a classificação é possível identificar os itens conforme o gráfico a seguir:

A partir desta classificação pode-se identificar quais itens necessitam maior atenção por serem mais representativos no total dos estoques. Geralmente estes produtos representam aproximadamente 20% dos itens, mas aproximadamente 80% do recurso em estoque. O restante dos produtos representam aproximadamente 80% dos itens, enquanto correspondem apenas a 20% do recurso em estoque.

4 – Lote Econômico de Compra – LEC

O lote econômico de compra tem como objetivo identificar a quantidade ótima a ser comprada de cada pedido. A quantidade ótima será aquela quantidade que minimiza os custos totais, que são compreendidos pelo custo do pedido e o custo de estocagem, conforme pode ser observado no gráfico a seguir:

Para que o lote econômico de compra possa ser utilizado, supõe-se: Demanda constante, Recebimento instantâneo, Não existência de desconto, Preços constantes, Não existência de risco, Custos de estocagem e de pedido, Análise independente dos estoques.



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