Investimentos em Postos de Combustíveis
Gestão

Análise de Investimentos em Postos de Combustíveis

Artigo escrito por Profs. Adriano e Leandro
Por Profs. Adriano e Leandro
Criado em 23/11/2020, atualizado em 23/11/2020

Você faz um estudo prévio antes de implementar algum investimento em seu Posto? Sabe dizer se seus investimentos serão rentáveis? Analisa o investimento pela perspectiva das mudanças que estão ocorrendo no mercado da Revenda? Confira no texto abaixo algumas dicas sobre análise de investimentos em Postos de Combustíveis.

No dia a dia empresarial, o planejamento deve ser elaborado para nortear suas decisões e alocação de energias. No entanto, esta ferramenta de gestão torna-se cada vez mais importante nos dias atuais, pois possibilita uma antecipação das decisões a serem tomadas pelos gestores.

Antes de implementar qualquer investimento, é indicado que os gestores analisem a sustentabilidade do projeto no contexto da mudança tecnológica que estamos passando. Nos dias atuais, esta etapa inicial de “pensar” os projetos deve ser priorizada, analisando o negócio, sua projeção no futuro, tendências, etc.

No caso específico dos Postos de Combustíveis, para investimentos de longo prazo, uma questão que precisa ser analisada pelo revendedor são os veículos elétricos. Será que esta tendência será concretizada? Como ficam os carros à combustão? Questões como estas, ainda “indefinidas”, podem interferir muito no ramo de combustíveis.

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Para se analisar um projeto de investimentos, é necessário elaborar um projeto de investimento detalhado, contendo informações sobre o valor do investimento inicial, das projeções de receitas e de despesas, periodicamente. A partir deste projeto, podem-se ser utilizadas algumas ferramentas, como Payback, VPL (Valor Presente Líquido) e TIR (Taxa Interna de Retorno).

A utilização destas ferramentas de análise contribuirá para a geração de riqueza por parte dos projetos a serem selecionados.

O Payback utiliza de uma metodologia simples para seu cálculo, no entanto, não deve ser considerado como uma informação confiável. Sendo assim, as metodologias analíticas, que são VPL e TIR, proporcionam uma maior confiabilidade nos resultados. Com esta análise, o gestor terá condições de identificar se o projeto que está analisando agregará ou não valor à empresa.

Cabe destacar que estas ferramentas de análise de investimento proporcionam relevância quando as informações apresentadas pelo projeto de investimento são confiáveis. A elaboração de um projeto de investimento confiável e coerente com a realidade da empresa e do mercado em que ela está inserida precisa ser uma das principais questões a serem discutidas dentro da organização.

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Veja como os projetos de investimentos podem ser analisados pela perspectiva econômico-financeira. Deve-se elaborar o projeto de investimento, que compõe:

  • Investimentos: gastos necessários para a total implementação do Projeto.
  • Projeção das entradas de caixa: depende da quantidade vendida, do preço de venda e do cronograma de entrada em operação.
  • Projeção das saídas de caixa: dispêndios necessários ao funcionamento do negócio, incluindo custos fixos e variáveis.
  • Montagem do fluxo de caixa: é por meio do fluxo de caixa que o revendedor terá clareza da situação de caixa da empresa no período de projeção, identificando momentos de caixa positivo de possíveis momentos de caixa negativo.

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Após a elaboração do projeto de investimento, o revendedor deve analisar minuciosamente se as previsões de receitas e de gastos considerados no fluxo de caixa estão adequadas ao contexto do projeto e ao mercado consumidor. É muito comum haver equívocos nestas projeções, o que ocasionará resultado incoerente com a realidade a ser encontrada na implantação do projeto.

Elaborado o projeto de investimento, as seguintes ferramentas de análise deverão ser utilizadas:

Método Simplificado

Possibilita ao gestor uma análise superficial do projeto de investimento. Este método é simples e fácil de ser utilizado, portanto, não deve ser o único utilizado na análise em questão.

Payback: representa o tempo necessário para que o investimento gere fluxos de caixa suficientes para recuperar o capital investido. Este método apresenta as seguintes desvantagens:

  • Pode conduzir a decisões de investimentos erradas ou sub-otimizadas.
  • Tem pouca aplicabilidade aos projetos de investimento com fluxo de caixa não convencional.

Além destas desvantagens, o Payback também apresenta duas limitações, as quais inviabilizam que as decisões possam ser tomadas apenas com a utilização do mesmo. As limitações são:

  • Não considera o valor do dinheiro no tempo.
  • Não considera os fluxos de caixa após a recuperação do capital.

Sendo assim, para que o projeto possa ser analisado de uma forma mais adequada, os seguintes métodos devem ser considerados.

Métodos Analíticos

Estes métodos são mais precisos, pelo método de cálculo, porém não eliminam as incertezas relacionadas às projeções de entradas e saídas de caixa. Para sua utilização, considera-se como variável chave a Taxa Mínima de Atratividade (TMA). Os principais são:

Valor Presente Líquido – VPL: a partir das projeções realizadas no projeto de investimento, o Valor Presente Líquido é resultado da diferença entre o valor presente das entradas com o valor presente das saídas de caixa. Para seu cálculo, utiliza-se a Taxa Mínima de Atratividade (TMA), que representa o custo do capital que será investido no projeto, ou seja, o custo de oportunidade do capital.

VPL = ∑ VPEnt.Cx. – ∑ VPSaídasCx.

Onde:
VPL = Valor Presente Líquido
∑ VPEnt.Cx. = Somatório Valor Presente das Entradas de Caixa
∑ VPSaídasCx. = Somatório Valor Presente das Saídas de Caixa

Ao analisar o resultado, consideram-se como melhores, os projetos que apresentarem os Valores Presentes Líquidos mais elevados. Quanto maior o VPL, melhor. No entanto, este método não permite a completa visualização da atratividade de um projeto de investimento, quando analisado isoladamente. Para medir esta visualização da atratividade, pode-se utilizar a Taxa Interna de Retorno (TIR).

Taxa Interna de Retorno – TIR: Taxa Interna de Retorno é a taxa de juros que equivale à real taxa de retorno do projeto analisado. A TIR é a taxa de juros que iguala o valor presente das saídas com o valor presente das entradas de caixa, ou seja, taxa de juros que proporciona o VPL igual a zero. Após determinar a TIR, ela deve ser comparada com a Taxa Mínima de Atratividade (TMA). Para esta comparação, deve-se considerar os projetos a partir da análise a seguir:

  • TIR › TMA – projeto possui condições de agregar valor à organização.
  • TIR = TMA – projeto gera como resultado exatamente um retorno igual ao custo de oportunidade do projeto. Nesta condição, o projeto não gera e nem destrói valor da organização.
  • TIR ‹ TMA – projeto irá destruir valor da organização.

A partir da utilização destas ferramentas de análise de investimento, o gestor poderá embasar sua decisão de implementação ou não do projeto em análise.


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