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CNA Solicita Aumento da Mistura de Biodiesel para 17% em Meio à Crise no Oriente Médio

  • 10/03/2026
  • 09:00
  • ClubPetro
CNA Solicita Aumento da Mistura de Biodiesel para 17% em Meio à Crise no Oriente Médio
Fonte: Reprodução/Google Street View

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) protocolou na última sexta-feira, 6 de março de 2026, um pedido formal ao governo federal para elevar a mistura obrigatória de biodiesel no diesel dos atuais 15% (B15) para 17% (B17). A solicitação, endereçada ao ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, visa mitigar os impactos da recente escalada do conflito no Oriente Médio, que tem provocado instabilidade e elevação nos preços internacionais do petróleo, buscando fortalecer a segurança energética nacional.

A entidade argumenta que a tensão geopolítica na região do Oriente Médio tem pressionado o valor do barril do petróleo tipo Brent, que já atingiu a marca de US$ 84, registrando uma alta de aproximadamente 20% desde o final de fevereiro. A CNA relembra a crise de 2022, decorrente da guerra entre Rússia e Ucrânia, quando o preço do Brent subiu cerca de 40% no primeiro semestre, resultando em aumentos médios de 21% nos preços de distribuição e 23% na revenda do diesel no Brasil.

O presidente da CNA, João Martins da Silva, destacou no ofício que o avanço na mistura de biodiesel representa uma medida importante e sustentável para ampliar a oferta de combustível no mercado doméstico, reduzir pressões sobre os custos logísticos e fortalecer a segurança energética nacional. A iniciativa visa diminuir a dependência do Brasil em relação ao diesel fóssil importado, que atualmente compõe uma parcela significativa do consumo nacional.

Além dos benefícios relacionados à segurança energética e à contenção de preços, a CNA enfatiza que o Brasil se encontra em plena safra de soja, garantindo um amplo potencial de abastecimento para as indústrias esmagadoras e, consequentemente, para a produção de biodiesel a custos competitivos. Um levantamento da consultoria Raion, por exemplo, indicou que o biodiesel no Brasil tem se mostrado mais competitivo em preço que o diesel importado, uma situação favorável ao aumento da mistura. A proposta da CNA também ressalta que a implementação do B16 (16% de mistura), prevista para 1º de março de 2026, sofreu atrasos, diminuindo o potencial de amortecimento de crises do biocombustível e reforçando a urgência de uma medida mais abrangente como o B17.

Compreender os desdobramentos dessa proposta é essencial para a gestão do seu negócio. Uma maior proporção de biodiesel na mistura (B17) pode significar uma menor dependência do diesel fóssil importado. Em um cenário de alta volatilidade internacional, como o atual com a elevação do preço do petróleo Brent, essa medida tende a contribuir para uma maior estabilidade nos custos de aquisição do combustível no mercado interno.

Ademais, a produção nacional de biodiesel, impulsionada pela safra de soja, pode garantir um abastecimento mais robusto e previsível para o mercado. Este é um fator crucial para a sua gestão eficiente de estoque e para a precificação estratégica na bomba, minimizando surpresas decorrentes de flutuações externas. Acompanhar a decisão sobre o B17 é fundamental para você antecipar possíveis impactos na oferta e na estrutura de custos do diesel, ajustando suas estratégias de compra e venda e mantendo a competitividade do seu posto.

Próximos Passos

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) tem uma reunião agendada para a próxima semana, possivelmente na quinta-feira, 12 de março, onde o tema do aumento da mistura de biodiesel poderá ser debatido e avaliado. A decisão do CNPE será determinante para definir os próximos passos na matriz energética brasileira, bem como para o futuro próximo da oferta e precificação dos combustíveis no país, impactando diretamente as condições de mercado que você, revendedor, enfrenta diariamente.

A aprovação da B17 pode consolidar uma tendência de maior protagonismo dos biocombustíveis na matriz energética, alinhando-se a metas de descarbonização e segurança energética de longo prazo.

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