Saiba como o Programa Combustível do Futuro impulsiona a transição para uma energia limpa e sustentável

O Programa Combustível do Futuro, instituído pela Resolução CNPE nº 7, de 20 de abril de 2021, representa um marco na transição energética do Brasil. 

O avanço dos combustíveis renováveis é uma das forças que redesenham o mercado de combustíveis.

Criado pelo Comitê Técnico Combustível do Futuro (CT-CF), que reúne quinze instituições governamentais, o programa busca integrar diversas políticas nacionais voltadas para a sustentabilidade e eficiência energética, como o RenovaBio e o Proconve. 

Com foco na redução das emissões de carbono e na promoção de combustíveis sustentáveis, o projeto visa avaliar o ciclo completo de vida dos combustíveis e também introduzir inovações tecnológicas e metodologias que garantam uma matriz energética mais limpa e eficiente. 

Neste artigo, exploraremos os principais objetivos e ações do Programa Combustível do Futuro, destacando sua importância para o desenvolvimento de uma economia de baixo carbono no Brasil. Continue a leitura!

Navegue para ler mais sobre o Programa Combustível do Futuro:

O que é o Programa Combustível do Futuro?

O Programa Combustível do Futuro é uma iniciativa do governo brasileiro, criada para promover a ampliação do uso de combustíveis alternativos no país. Com o objetivo principal de descarbonizar e aumentar a eficiência energética dos veículos, o projeto propõe um conjunto de medidas inovadoras para transformar o setor de combustíveis.

Entre as principais iniciativas estão o desenvolvimento de biocombustíveis modernos, como o diesel verde (HVO) e o combustível sustentável da aviação (SAF). 

Esses combustíveis são projetados para uma queima mais limpa e podem ser utilizados em motores e equipamentos existentes sem necessidade de adaptações, devido à característica de drop-in, o que contribui para a redução das emissões de carbono. 

Além disso, o programa estabelece um mandato de descarbonização, que prevê a mistura gradual do SAF com o querosene fóssil. Essa abordagem visa reduzir a emissão de carbono de forma progressiva e eficiente.

A aprovação da Resolução CNPE nº 7/2021, que instituiu o Programa Combustível do Futuro, ocorre em um contexto de crescente preocupação com as emissões de carbono. O Brasil, com esta iniciativa, busca fortalecer sua liderança na transição energética, alinhando-se às metas internacionais e promovendo a inovação no setor energético.

O que foi aprovado e como vai funcionar?

O programa inclui a promoção de combustíveis sustentáveis como também uma série de medidas complementares que serão implementadas gradativamente. Aqui estão os principais pontos aprovados e como eles funcionarão:

1. Ampliação da adição de etanol na gasolina:

A legislação atual permite uma mistura mínima de 18% e máxima de 27,5% de etanol anidro na gasolina. Com a nova aprovação, esses valores serão ajustados para um mínimo de 22% e um máximo de 35%. Esta mudança visa aumentar o uso de etanol, contribuindo para a redução das emissões de gases de efeito estufa.

No entanto, a implementação precisa ser feita com cautela. As distribuidoras alertam que, se a mudança não for acompanhada de testes adequados, pode causar danos nos motores dos veículos. 

Isso pode resultar em custos adicionais para manutenção e reposição de peças, além de possíveis perdas na eficiência energética dos veículos usados para transporte de mercadorias. Esse impacto pode, por sua vez, elevar o preço final do combustível para o consumidor.

Para mitigar esses riscos, o projeto prevê que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) poderá ajustar os parâmetros da mistura, respeitando os limites estabelecidos. Isso permitirá uma adaptação mais segura e eficaz das novas diretrizes.

2. Mistura de biodiesel no óleo diesel:

A mistura de biodiesel éster será estabelecida com um percentual máximo de 20% para até 2030, e 25% após 2031. Esta medida tem como objetivo reduzir a poluição e a pegada de carbono do diesel.

Você deve se lembrar que, em 2023, o diesel vendido nos postos de combustíveis passou a ter uma mistura de 14% de biodiesel, o maior percentual já praticado no Brasil. Esta decisão faz parte da política nacional de aumentar gradualmente a adição de biodiesel.

3. Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação (ProBioQAV):

A nova legislação introduziu um programa específico para o setor de aviação, que exigirá uma redução de 10% nas emissões de dióxido de carbono por meio do uso de combustível sustentável da aviação (SAF). A redução será gradual, começando com 1% ao ano a partir de 2027 e alcançando 10% até 2037.

Essas medidas visam não apenas promover uma matriz energética mais limpa, mas também garantir que a transição seja feita de maneira segura e eficiente, com ajustes conforme necessário para proteger a integridade dos sistemas existentes e evitar impactos negativos para os consumidores e para a indústria.

Como os postos de combustíveis devem se preparar?

Com a implementação das novas medidas do Programa Combustível do Futuro, os donos de postos de combustíveis precisarão se adaptar a várias mudanças que impactarão diretamente o seu negócio:

Atente-se às mudanças

Esteja atento às novidades na mistura de biodiesel no óleo diesel, que serão implementadas gradualmente até alcançar o novo mínimo de 22%. 

Assegure que seu posto esteja preparado para receber e armazenar o biodiesel conforme as novas normas. Verifique se seus sistemas de armazenamento e bombas estão ajustados para a nova mistura e identifique a necessidade de ajustes ou manutenção.

Foque no controle de qualidade

Com o aumento do percentual de biodiesel e a nova proporção de etanol na gasolina, será fundamental monitorar a qualidade dos combustíveis que você vende. 

Certifique-se de que os fornecedores de combustível estejam cumprindo as especificações e padrões estabelecidos. Implementar práticas de controle de qualidade ajudará a evitar problemas com a mistura e protegerá a reputação do seu posto.

Adeque-se às novas regulamentações

Corrobore para que seu posto esteja em conformidade com as regulamentações e normas estabelecidas pelo Programa Combustível do Futuro. Mantenha-se atualizado sobre quaisquer mudanças adicionais e esteja preparado para implementar ajustes conforme necessário.

Leia também: Legislação para postos de combustíveis: lista completa de leis e normas técnicas

Treine sua equipe

Garanta que sua equipe esteja bem informada sobre as novas normas e mudanças. Ofereça treinamento sobre como lidar com os novos combustíveis e como explicar as mudanças aos clientes, garantindo que todos estejam alinhados com as novas práticas e procedimentos.

Comunique aos clientes

Prepare-se para comunicar as mudanças aos seus clientes de maneira clara e transparente. Informe-os sobre o impacto das novas misturas nos preços e na qualidade dos combustíveis e ofereça orientações sobre como isso pode afetar o desempenho dos veículos.

Tome decisões estratégicas com o ClubPetro

Adaptar-se a essas mudanças será essencial para garantir a continuidade e o sucesso do seu posto de combustíveis. Ao se preparar adequadamente e ajustar suas operações conforme as novas diretrizes, você poderá manter a eficiência e a satisfação do consumidor em um ambiente de combustíveis em evolução.

E nada melhor do que ter acesso a dados detalhados sobre seus clientes, permitindo decisões estratégicas que podem transformar seu negócio, não é mesmo? Com o Fidelicash, programa de fidelidade do ClubPetro, você tem a oportunidade de otimizar sua operação e maximizar seus resultados:

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Dúvidas frequentes sobre o Programa Combustível do Futuro:

Entre as principais mudanças estão:

  1. Aumento da adição de etanol na gasolina: passará de 18% para um mínimo de 22% e máximo de 35%.
  2. Mistura de biodiesel no óleo diesel: a mistura será aumentada para 14%.
  3. Implementação de mandatos de descarbonização: para o setor de aviação, será exigida uma redução de 10% nas emissões de CO₂ até 2037, começando com 1% ao ano a partir de 2027.

Os benefícios incluem a redução das emissões de gases de efeito estufa, a promoção de tecnologias mais limpas, e a criação de um ambiente mais sustentável e eficiente para o setor de combustíveis.

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