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Quem paga a conta do Cashback?

Artigo escrito por ClubPetro
Por ClubPetro
Criado em 03/05/2021, atualizado em 03/05/2021

No início tudo era festa, a parceria AME e Petrobras parecia um Oásis num cenário de guerra. As promessas eram muitas, mas quando a esmola é muita o santo desconfia.  Eu tentei avisar aqui no blog que essa conta não fechava, que depois o arrependimento seria grande.

Com o objetivo de explicar que “não existe almoço grátis”, eu escrevi esse parágrafo no texto em questão: 

“O business da Ame é diferente, a estratégia é cash burn (traduzindo, queimar dinheiro) no início e ganhar depois que o cliente já estiver na plataforma. Ela não ganha nada com o Posto, muito pelo contrário, isso é compra de cliente para ela. Quando estiver com a cota ganha, fecha a torneira e cobra o custo real da operação, recuperando tudo que investiu.” 

Até o revendedor mais ingênuo sabia que o cashback que iniciou com 20% e em seguida se tornou 10% era inviável, a margem do revendedor era menor que isso. A Petrobrás, que até então vinha com o Premmia capengando achou o máximo, a adesão ao PIM (Programa Integrado de Marketing) foi imensa, e ressuscitou o projeto de fidelizar os clientes, mesmo que compartilhasse tais informações com a AME. 

Chega a ser cômico para não dizer vergonhoso, o Posto é quem se relaciona e cuida do cliente, mas ele não tem direito ao banco de dados e hábitos de consumo dos motoristas. Os proprietários agora são a Petrobras, que é sua fornecedora, e a AME que nada tem haver com o seu negócio. E o pior, você ainda tem que pagar um valor anual que varia entre R$10.000 e R$18.000 do Plano de Marketing da Distribuidora.

As primeiras mudanças em Março de 2021

O regulamento dizia que haveria mudanças em Maio de 2021, mas foi antecipado. Em 1º de Março de 2021, o cashback de 10% que era uma atração bem importante ao motorista, teve alterações. Desde então seria estipulado um limite mensal de R$20 por motorista, isso causou uma decepção gigante e teve um grande impacto em novas adesões e transações via AME. O motorista se decepcionou e muitos culpavam o Posto como o causador disso. 

Vale lembrar que mesmo com essa alteração os frentistas continuavam ganhando os mesmos R$10 por cadastro realizado. Eu particularmente acho um absurdo isso, o foco do frentista deve ser atender bem, rápido, com sorriso no rosto e ofertar produtos e serviços do Posto. Essa ação da AME é polêmica, pois é você, revendedor, que paga o salário, periculosidade, encargos e benefícios.

Quais foram as últimas mudanças?

Nesta semana, no dia 1º de Maio de 2021, tivemos outra alteração no programa.

  • A taxa da transação do Posto com o cartão AME, que foi gratuita nos 3 primeiros meses e depois passou para 0,50% em d+1, sofreu nova alteração. A nova taxa será 1,39% e com recebimento em 30 dias, mesmo nesse período de fluxo de caixa complicado devido às recentes altas dos combustíveis. Foi criada uma meta onde esse valor pode chegar a 1,19% se o posto bater meta mensal de vendas com AME (variável por faixa de venda).
  • O incentivo para o frentista só melhora, a aposta deles é por esse caminho já que o revendedor e motoristas estão desanimados. Agora, além da campanha “Indique e ganhe”, onde quem indicar um usuário ganha R$10 caso ele realize compras de valor superior a esse, também passa a valer um valor extra de cadastro do frentista que pode variar de R$1 a R$2 por ativação.
  • A regra de cashback agora não é clara para o posto e nem para o motorista. O cashback pode ser variável por cada compra e por cada cliente, será nas 5 primeiras compras do mês com benefícios de R$0,10 a R$50 por transação.

Com tantas mudanças em tão pouco tempo fica difícil o entendimento e a orientação aos frentistas e motoristas. Na prática vimos que a aplicação do cashback funciona nessa ordem:

  1. O cliente precisa que atualizar o app;
  2. Realizar o pagamento;
  3. Aguardar uma notificação no app, em média 2h após o abastecimento;
  4. Clicar em compra premmiada; (prazo limite de 7 dias para ter o benefício)
  5. O valor do cashback será informado na tela
  6. O motorista deve aguardar 7 dias para o valor do cashback ficar disponível na conta.

Em conversas com revendedores nesse curto prazo de mudanças, tive relatos de revendedores que presenciaram abastecimentos de R$100 com cashback de míseros R$0,50.

Sei o quanto será difícil aos frentistas explicar isso e tirar as dúvidas dos motoristas, as mudanças tão complexas e severas no meio do jogo tendem a ser danosas à Petrobras, que perdeu o apoio do revendedor e consequentemente foco na pista com os frentistas.

A AME surgiu como uma solução e virou uma decepção. Agora dá uma sensação de “Cadê os dados dos meus clientes que estavam aqui? Me devolve isso que não lhes pertence!”.

Aqui no Clubpetro é o oposto: nossa missão é dar poder e liberdade aos revendedores e revendedoras, para que consigam potencializar o seu negócio. Marque conosco uma apresentação!


3 respostas para “Quem paga a conta do Cashback?”

  1. Avatar Laura Rocha disse:

    Estava lendo essa agressão moral a nós revendedores e estou muitooooo indignada é muito interessada em conhecer o que é o clubpetro.

    • Avatar Beatriz Santos disse:

      Olá, Laura! Tudo bem com você? Realmente é uma situação muito delicada e os revendedores e revendedoras precisam estar atentos às entrelinhas. Em relação ao ClubPetro, nossa equipe está sempre disponível para tirar todas as suas dúvidas. Grande abraço!

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