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A mágoa da revenda de combustíveis

Artigo escrito por Ricardo Pires
Por Ricardo Pires
Criado em 10/12/2018, atualizado em 23/07/2020

As principais distribuidoras  de combustíveis perderam grande valor nos últimos anos com a crise e a redução de consumo da população. A retração do consumo foi ainda pior para os revendedores, que se vêem obrigados a honrarem contratos de volume mesmo com o mercado em forte queda. Diante disso, as principais bandeiras mudaram a estratégia de proteção de sua base de postos bandeirados e entraram forte na briga pelo mercado spot, comercializando para a revenda de combustíveis independente, ou postos bandeira branca.

É difícil entender a estratégia, estão jogando fora relacionamentos que fizeram ao longo de anos com a fidelidade de seus revendedores. As distribuidoras mais tradicionais possuem em alguns estados preços muitos menores que qualquer bandeira branca e a sua revenda paga a conta comprando com preços abusivos, bem mais caros que a concorrência .

Conversei com uma revendedora que paga R$0,22 a mais por litro de gasolina que seu concorrente bandeira branca, que compra da mesma distribuidora. Isso machuca muito, a revendedora sabe que será difícil ser competitiva e cumprir o contrato e com certeza, não irá renová-lo jamais.

Por outro lado o consumidor não entende isso, se o posto independente tem um adesivo na bomba com a marca da distribuidora que ostenta a bandeira de outro posto, presume-se que possuem o mesmo custo, pois trata-se do mesmo produto. Como explicar ao consumidor que esta diferença na bomba ocorre pela diferença de custos? O cliente sempre vai questionar isso.

Ao invés de valorizarem os revendedores que ostentam suas bandeiras e mantê-los competitivos, essas distribuidoras fazem o contrário, cutucam a ferida de seu parceiro. É impressionante como os revendedores estão insatisfeitos com as distribuidoras líderes e é bem provável uma queda brusca de market share, além  de uma perda enorme de valor de mercado.


5 respostas para “A mágoa da revenda de combustíveis”

  1. Avatar Emiluo Martins disse:

    Por este e outros motivos, é que a Fecombustíveis, ao fazer suas sugestões na última TPc – Tomada Publica ds contribuicoes, da ANP, nde propõe a cláusula de saída, que consiste em que revendedores com contratos em vigor, possam optar por sua rescisão, bastando para tanto, devolver o adiantamento feito pela Cia, proporcionalmente ao volume não cumprido. Não podemos confundir este tipo de dispositivo com as cláusulas de rescisão contratual, que na verdade, são Escandalosas BARREIRAS DE SAIDA pelo alto valor de suas multas. P Revendedor tem que ficar atento às mudanças propostas pela ANP , como verticalização e fim da fidelidade a bandeira.

  2. Avatar Geraldo Soares disse:

    Quando reclamamos que está difícil competir com a BB eles os assessores dizem que não tem margem. E para piorar a situação os próprios bandeirados da mesma marca praticam preços. 0.20 centavos a menos e a bandeira não dá cinta de explicar essa mágica.

  3. Avatar henrique disse:

    Geraldo Soares, o senhor tem toda a razão. Assessores só sabem falar que não possuem margem, e não sabem onde se enfiar quando mostramos os custos de outros postos de bandeiras e sem bandeiras. Sou revendedor Petrobras, e cada vez mais difícil querer renovar o contrato. Cada vez mais prejudicados pela bandeira…

  4. Avatar José Moacir Albuquerque Silveira disse:

    Essa guerra entre postos de bandeira branca e os que ostentam as bandeiras cde Distribuidoras, realmente é prejudicial aos proprietarios de postos que manteem contratos com as Distribuidoras. Tenho experiencia no assunto, pois trabalhei muitos anos no Grupo Ipiranga. Na atual conjuntura, deveria mudar todo o sistema de distribuição. Simples, apenas a Petrobras mantem o monopolia, na produção de combustiveis, portanto na minha ótica, os postos revendedores, deveriam ter o direito de comprar o produto, direto do produtor, incluindo ai o alcool combustivel. Poderiam aproveitar as bases de distribuição, ja existentes, nas diversas regiões do Pais. Com certreza, teriamos uma reorganização do sistema, e em cosequencia, reduziriamos significativamente, os preços dos derivados de petroleo e alcool combustivel.
    Desta maneira, tudos os postos, teriam o mesmo custo, na compra de combustiveis, variando os preços, pela região em que estão localizados, em função dos preços dos fretes e impostos.

  5. Avatar Geraldo Soares disse:

    Para piorar a situação dos Bandeirados, é difícil compreender como uma mesma bandeira o concorrente pratica preço até 0,20 centavos e o assessor alega que há diferença de preço de Cif para Fob. Espremendo ainda mais a nós que estamos no ramo há mais de 25 anos.

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