Preços do Etanol Hidratado Apresentam Movimentação Mista em Janeiro, com Alta em 17 Estados e Desafios de Competitividade
O mercado de etanol hidratado no Brasil encerrou a semana de 24 de janeiro de 2026 com uma dinâmica de preços bastante heterogênea, conforme levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), compilado pela AE-Taxas. Os dados revelam que o biocombustível registrou aumento de preço em 17 estados do país, enquanto houve redução em três unidades federativas e no Distrito Federal. Em outros cinco estados, os valores se mantiveram estáveis, com o Amapá sem medição reportada. Essa variação nacional impacta diretamente a estratégia de vendas e a rentabilidade dos postos de combustíveis.
Nacionalmente, o preço médio do etanol nos postos pesquisados pela ANP alcançou R$ 4,61 por litro, representando um avanço de 0,88% em relação à semana anterior. A capital paulista, polo produtor e consumidor do país, acompanhou a tendência de alta, com um aumento de 1,38%, elevando o preço médio para R$ 4,42 por litro. Essa movimentação reflete as particularidades regionais de oferta e demanda, que moldam a decisão de compra dos consumidores e as margens dos revendedores.
Entre os estados, o Maranhão se destacou pela maior alta percentual, onde o preço do etanol subiu 1,89%, atingindo R$ 4,85 o litro. Em contrapartida, Mato Grosso registrou a maior queda percentual, com uma retração de 0,66%, levando o preço a R$ 4,55 o litro. No panorama dos preços extremos, São Paulo apresentou o valor mínimo em um posto (R$ 3,69), enquanto Pernambuco registrou o máximo (R$ 6,49). Em termos de médias estaduais, Mato Grosso do Sul ofertou o menor preço médio (R$ 4,20), enquanto o Amazonas detinha o maior (R$ 5,49).
Para você, dono de posto, a grande questão é a competitividade do etanol frente à gasolina. Na semana analisada, apenas Mato Grosso do Sul apresentou o etanol mais vantajoso, com uma paridade de 69,08% em relação à gasolina, onde o litro custava R$ 4,20. No cenário nacional, a paridade média do etanol com a gasolina ficou em 72,83%. Isso significa que, na maior parte do Brasil, o biocombustível não se mostrou tão atrativo quanto o derivado do petróleo para a maioria dos veículos flex, que geralmente consideram o limite de 70% como ponto de vantagem. Compreender essa dinâmica é fundamental para as suas estratégias de precificação e vendas.
O que isso significa para os revendedores e donos de postos de combustíveis?
A alta generalizada dos preços do etanol na maioria do país pode indicar uma demanda sólida ou uma oferta mais controlada, o que, para os produtores, tende a ser positivo. No entanto, para você, revendedor, essa elevação, combinada com a menor competitividade em relação à gasolina na maioria dos estados, apresenta um desafio direto ao volume de vendas do biocombustível. Os consumidores, ao buscarem o melhor custo por quilômetro rodado, podem migrar para a gasolina onde ela for mais vantajosa, impactando suas vendas de etanol e, consequentemente, a sustentabilidade da sua operação. A variação de preços por estado exige uma atenção redobrada às estratégias de comercialização localizadas e à logística.
Próximos Passos e Expectativas para o Setor
A dinâmica dos preços do etanol continuará sendo moldada por fatores como a safra de cana-de-açúcar, a política de preços da gasolina da Petrobras e a demanda global por açúcar. Com a paridade desfavorável em boa parte do território brasileiro, é plausível que se observe um período de ajuste no consumo do etanol. Para enfrentar esse cenário, investimentos em eficiência operacional e tecnologias para otimizar custos de produção e distribuição podem se tornar ainda mais cruciais para a competitividade do etanol a longo prazo, e consequentemente, para a saúde financeira do seu posto.
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