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Diesel da Petrobras Completa 200 Dias Sem Reajuste: Entenda as Implicações para o Setor de Combustíveis

  • 24/11/2025
  • 15:13
  • ClubPetro
Diesel da Petrobras Completa 200 Dias Sem Reajuste
Fonte: Estadão

Em meados de novembro de 2025, o preço do diesel nas refinarias da Petrobras alcançou a marca de 200 dias sem qualquer alteração, culminando em uma defasagem significativa em relação aos valores praticados no mercado internacional. Avaliações da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) indicam que essa disparidade poderia justificar um aumento de até R$ 0,56 por litro para o consumidor final. A situação, impulsionada pela estratégia de preços da Petrobras e pela valorização do dólar e do petróleo, gera incertezas para revendedores e o mercado, especialmente diante do reajuste do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) previsto para janeiro de 2026.

A estabilidade do preço do diesel da Petrobras, que detém aproximadamente 80% do mercado de refino nacional, contrasta com as oscilações globais, onde a defasagem atingiu entre 16% e 24% em novembro, dependendo da região de refino. A estatal tem justificado sua estratégia, descrita como “abrasileiramento” dos valores, ao afirmar que busca suavizar a volatilidade das cotações internacionais para o mercado interno, um movimento iniciado com o abandono da política de paridade de importação (PPI) em maio de 2023. Essa abordagem considera os custos de produção nacional e a participação da empresa no mercado para definir seus preços.

Entretanto, a dinâmica de preços tem gerado um cenário complexo ao longo de 2025. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que, enquanto a Petrobras implementou cortes de cerca de 12% no preço do diesel para as distribuidoras entre janeiro e abril de 2025, os postos de combustíveis registraram, no mesmo período, uma alta de 3,02% no valor final ao consumidor. Para vocês, revendedores, é importante observar que especialistas apontam um aumento de 50% na margem de lucro dos postos sobre o diesel desde o final de 2024, passando de R$ 0,59 para R$ 0,89 por litro. Essa discrepância levanta discussões sobre o repasse efetivo das reduções da estatal para a ponta da cadeia de consumo.

A defasagem persistente é intensificada pela valorização do dólar e pela contínua alta do petróleo Brent no cenário internacional, mantendo a pressão por eventuais reajustes nos preços internos. Para o futuro próximo, um novo fator de impacto iminente é o aumento do ICMS sobre o diesel, programado para entrar em vigor a partir de 1º de janeiro de 2026, com um acréscimo de R$ 0,05 por litro. Este ajuste fiscal, para seu negócio, pode anular qualquer leve queda acumulada do diesel em 2025, elevando potencialmente os custos de frete e, consequentemente, o preço final de uma vasta gama de produtos.

O cenário para o mercado de combustíveis em 2026 se desenha com desafios significativos. A manutenção da política de preços da Petrobras, combinada com a volatilidade do dólar e do barril de petróleo, sugere que a defasagem pode se tornar uma característica recorrente. A expectativa é de pouca probabilidade de quedas expressivas nos preços do diesel, e o aumento do ICMS no início do ano reforça a tendência de elevação. Para revendedores e donos de postos, o panorama exige atenção às futuras decisões políticas, às reações do setor de transportes e ao impacto sobre os custos logísticos e a inflação geral, elementos cruciais para a gestão e rentabilidade de seus estabelecimentos.

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