Os preços do etanol no estado de São Paulo registraram alta na semana de 20 a 24 de outubro de 2025, impulsionados pela proximidade do fim da safra de cana-de-açúcar e pela postura firme dos vendedores nas usinas, conforme dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP. Contudo, o mercado sucroenergético apresenta um cenário misto, com o açúcar em queda recorde devido à maior destinação de cana para sua produção e ao avanço do etanol de milho, enquanto a recente redução nos preços da gasolina pela Petrobras gera cautela entre os compradores de etanol.
Segundo levantamentos do Cepea/Esalq, o etanol hidratado teve um aumento de 0,59%, chegando a R$ 2,7527 por litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins), e o etanol anidro avançou 1,07%, alcançando R$ 3,1411 por litro (líquido de impostos, sem PIS/Cofins) no período analisado. Essa valorização se deu principalmente pela postura dos vendedores, que mantiveram ofertas consistentes, e pela iminência do encerramento da safra de cana-de-açúcar na região Centro-Sul, o que restringe a oferta e resulta em estoques menores nas usinas comparado a 2024, estimulando os negócios no mês.
Apesar da alta, a redução do preço da gasolina A, anunciada pela Petrobras em 20 de outubro, gerou cautela entre os compradores de etanol. Pesquisadores do Cepea apontam que, mesmo com a desvalorização internacional do petróleo, o etanol mantém sua competitividade no estado de São Paulo, preservando seu papel estratégico. No entanto, relatórios do Itaú BBA alertam que o biocombustível pode perder atratividade nos postos caso a gasolina sofra novas reduções, com potencial para cortes adicionais de 5% a 10% nas refinarias. Para você, revendedor e dono de posto de combustíveis, este cenário exige monitoramento constante da paridade entre os preços dos combustíveis na bomba. Manter o etanol competitivo frente à gasolina é crucial para o volume de vendas e para atrair consumidores que buscam economia, especialmente em um contexto de possíveis novas quedas no preço do combustível fóssil.
Em contraste, o mercado do açúcar cristal no spot paulista registrou queda, atingindo o menor valor nominal das últimas quatro safras desde abril de 2021, a R$ 112,02 por saca de 50 kg em 22 de outubro, conforme o indicador Cepea/Esalq. Essa desvalorização é atribuída à maior flexibilidade das usinas em ofertar o produto e à projeção de um excedente global de açúcar. Adicionalmente, o crescimento da produção de etanol de milho no Brasil intensifica a concorrência, levando usinas de cana-de-açúcar a destinar uma parcela recorde da safra para a produção de açúcar. Análises indicam que o etanol de milho pode, em menos de uma década, superar o domínio da cana na oferta nacional, representando um desafio estratégico para a indústria tradicional. Para os postos que operam com etanol, a crescente oferta de etanol de milho pode, a longo prazo, influenciar a estabilidade e a precificação do biocombustível, exigindo adaptação e entendimento das novas dinâmicas de suprimento.
O panorama atual revela um setor sucroenergético em fase de reajuste estratégico. Enquanto a restrição da oferta de cana-de-açúcar na safra 2025/26 sustenta os preços do etanol, a desvalorização do açúcar e a concorrência acirrada do etanol de milho demandam atenção constante. A volatilidade dos preços da gasolina, com a possibilidade de novas quedas, manterá o mercado de combustíveis em alerta. Para você, proprietário de posto, é fundamental manter-se informado sobre essas dinâmicas e buscar ferramentas de gestão que ajudem a otimizar a competitividade e a rentabilidade do seu negócio neste cenário em constante mudança. Acompanhe as análises e as melhores práticas para tomar decisões estratégicas e garantir o sucesso do seu posto.
