A Polícia Civil do Rio de Janeiro, com apoio do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) de São Paulo e do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), deflagrou na quinta-feira, 22 de janeiro de 2026, a Operação “Haras do Crime”. A ação, que mobilizou forças em seis estados brasileiros Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina , teve como objetivo desarticular uma sofisticada organização criminosa especializada no furto de combustíveis de dutos da Transpetro, subsidiária da Petrobras. A operação já resultou no cumprimento de mandados de prisão e busca e apreensão, com pelo menos seis a sete indivíduos detidos e um prejuízo estimado em mais de R$ 6 milhões, destacando a complexidade e a abrangência da atuação dessas quadrilhas.
A investigação que culminou na Operação “Haras do Crime” teve início em 2024, após a prisão em flagrante de um indivíduo por furto de petróleo em uma propriedade rural em Guapimirim, na Baixada Fluminense. Conhecida como Fazenda Garcia, a localidade era um dos centros operacionais do esquema, que envolvia uma família de contraventores do Rio de Janeiro, indicando a profundidade das raízes criminosas.
A estrutura criminosa exibia uma hierarquia clara e divisão de tarefas, operando de forma articulada em diferentes estados. O esquema iniciava-se com a perfuração clandestina dos oleodutos da Transpetro, seguida da proteção armada dos pontos ilegais de extração. O petróleo furtado era então rapidamente carregado em caminhões-tanque e distribuído por rotas interestaduais. Para “legalizar” o produto ilícito e inseri-lo no mercado, a quadrilha utilizava notas fiscais falsas, emitidas por empresas de fachada.
Até o momento, a operação expediu 13 mandados de prisão e 16 de busca e apreensão. Pelo menos seis a sete pessoas foram presas, com ações específicas em cidades paulistas como Cosmópolis, Rio Claro e Louveira, que serviram como base de apoio logístico para o grupo. O prejuízo direto causado à Transpetro com os desvios de combustível é estimado em mais de R$ 6 milhões, considerando apenas as ocorrências já identificadas.
Para você, revendedor e dono de posto de combustíveis, operações como a “Haras do Crime” ressaltam a importância de combater o mercado ilegal de combustíveis. A desarticulação de esquemas de furto, que se valem da emissão de notas fiscais falsas e da distribuição interestadual, visa coibir a entrada de produtos de origem duvidosa no mercado. Combustíveis furtados ou adulterados não apenas representam concorrência desleal para postos que operam na legalidade, mas também podem comprometer a qualidade oferecida ao consumidor final e gerar riscos ambientais significativos. A atuação eficiente das forças de segurança, ao atingir a cadeia de crimes no setor, contribui para um ambiente de negócios mais transparente e seguro para todos os envolvidos, protegendo a sua operação e a confiança dos seus clientes.
A Operação “Haras do Crime” representa um golpe significativo contra o crime organizado no setor de combustíveis. As autoridades sinalizam a continuidade e o aprimoramento das ações de segurança e inteligência, com a expectativa de maior cooperação entre os estados para identificar e descapitalizar as redes criminosas, incluindo as empresas de fachada utilizadas para escoar o produto roubado. Para o futuro, é provável que a Transpetro e outras empresas do setor intensifiquem as medidas de monitoramento e proteção de seus dutos, enquanto a legislação pode ser revista para endurecer as penalidades a esses crimes. Este cenário sublinha a importância de todos os elos da cadeia de combustíveis estarem atentos e em conformidade com as normas, garantindo a integridade e a segurança do mercado para um desenvolvimento sustentável do seu negócio.
