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Reajuste do ICMS Impulsiona Aumento nos Preços da Gasolina e Diesel S-10 em Janeiro de 2026

  • 22/01/2026
  • 16:11
  • ClubPetro
Bomba de combustível abastecendo veículo com diesel
Fonte: Motorista realiza abastecimento de diesel em posto de combustíveis.

A segunda semana de janeiro de 2026 registrou um aumento nos preços da gasolina e do diesel S-10 em todo o Brasil, impactando consumidores e o setor de combustíveis. A alta, que eleva o litro da gasolina em 1,6% e o do diesel S-10 em 0,53%, é reflexo direto do reajuste das alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), em vigor desde 1º de janeiro do mesmo ano.

Os dados apurados indicam que a gasolina teve um acréscimo de 1,6% no preço médio nacional, passando de R$ 6,31 para R$ 6,41 por litro em comparação com o fim de dezembro de 2025. O diesel S-10 também acompanhou essa tendência, com uma elevação de 0,53%, representando um aumento de R$ 0,03 por litro. A principal causa para essa escalada é o reajuste do ICMS, que adicionou R$ 0,10 ao litro da gasolina (passando de R$ 1,47 para R$ 1,57, uma alta de 6,8% na alíquota) e R$ 0,05 ao litro do diesel (de R$ 1,12 para R$ 1,17, elevação de 4,4%). Essas novas alíquotas estão em vigor em todo o território nacional desde o primeiro dia de janeiro de 2026.

A compilação dessas informações foi realizada por diversas entidades respeitadas no mercado, como o Monitor de Preço de Combustíveis, estudo mensal da Veloe em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), e o Levantamento de Preços dos Combustíveis (LPC) da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que monitorou o período de 11 a 17 de janeiro de 2026. A Edenred Ticket Log, por meio de seu índice IPTL, também corroborou o avanço nos valores. É importante ressaltar que as variações foram desiguais pelo país, com algumas regiões sentindo o impacto de forma mais intensa. O Rio Grande do Norte registrou as maiores altas percentuais tanto na gasolina (9,9%) quanto no diesel S-10 (5,8%). Amapá e Santa Catarina também observaram aumentos expressivos para a gasolina, enquanto o diesel S-10 apresentou elevações notáveis no Amapá e em Roraima.

O etanol hidratado, embora não tenha sofrido reajuste direto no ICMS, também registrou um aumento médio nacional de 2%, impulsionado por fatores sazonais e pelo cenário geral do mercado. Especialistas da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes (Fecombustíveis) alertam para as consequências em toda a cadeia produtiva. Para o setor de revenda e donos de postos de combustíveis, essa elevação representa um desafio na gestão de custos e precificação. O repasse dos valores ao consumidor final é inevitável, impactando diretamente os custos de transporte e logística, o que pode gerar pressão inflacionária e afetar o poder de compra da população, além de exigir uma revisão constante das planilhas de custo das empresas para manter a competitividade.

Diante do cenário de dependência do modal rodoviário no Brasil, a volatilidade nos preços dos combustíveis tende a persistir ao longo de 2026. A continuidade da política de reajustes do ICMS, somada a possíveis variações nos preços internacionais do petróleo e flutuações sazonais do etanol, exige atenção contínua de todo o mercado. Os revendedores e consumidores devem permanecer vigilantes às movimentações do setor, uma vez que novos ajustes tributários ou dinâmicas de oferta e demanda podem continuar a moldar os preços nas bombas.

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