O mercado de combustíveis nunca para de evoluir, e com essa evolução, surgem novos desafios que impactam diretamente a operação do seu posto. A introdução obrigatória do B15, o diesel com 15% de biodiesel, é um exemplo claro dessa realidade. Prometido como um avanço para o setor, na prática, ele tem gerado uma onda de insatisfação generalizada que atinge diretamente duas pontas da nossa cadeia: o motorista e, inevitavelmente, você, revendedor.
Aqui no ClubPetro, temos acompanhado de perto essa transição e, através de pesquisas ouvimos mais de 1000 motoristas e dezenas de revendedores, e confirmamos o que muitos já sentiam: o B15 é uma fonte de preocupação real. O peso de seus problemas, infelizmente, está caindo sobre quem menos pode arcar com eles.
O Impacto Direto no Motorista e a Reação na Bomba
Do lado de quem roda, entrevistamos 5 perfis diferentes: caminhão pesado, caminhão leve/VUC, picape/SUV diesel, van/ônibus e maquinário/agro.
Entre eles, o Maquinário/Agro foi o grupo com maior índice de problemas (28,2%), seguido de caminhão leve/VUC (19,7%) e caminhão pesado (18,3%).
Isso mostra que o B15 afeta principalmente veículos de uso intenso e rotas longas, que operam em regiões agrícolas e rodoviárias.
Os problemas mais relatados foram:
- Entupimento de filtro
- Partida difícil
- Queda de potência
- Luz da injeção
Além da frustração com o desempenho, os custos também pesaram. O valor médio de reparo informado pelos motoristas foi de R$1.902,57, variando de pequenos ajustes até casos acima de R$10 mil.
No total, 18,3% dos motoristas relataram algum tipo de problema mecânico nos 60 dias após o início do B15.
E para muitos, o posto ainda é o primeiro suspeito — mesmo que boa parte das falhas esteja ligada à armazenagem e às características químicas do novo diesel.
O Revendedor na Linha de Frente
Para nós, revendedores, a situação é ainda mais delicada. A perda de credibilidade perante o cliente e o aumento de custos operacionais é um golpe duro. Entre os 65 postos entrevistados, 33,8% receberam reclamações de clientes nas últimas quatro semanas.
Os postos de rodovia foram os que mais relataram reclamações, seguidos pelos postos mistos e urbanos.
- Postos Rodoviários → 38,5%
- Postos Mistos → 36,8%
- Postos Urbanos → 27,3%
As principais medidas adotadas para lidar com o novo diesel foram:
- Limpeza extra de tanques — 61%
- Filtros de maior eficiência — 58%
- Teste rotineiro de água — 47%
- Uso de aditivos/biocidas — 42%
- Treinamento da equipe — 31%
Com a adição do B15, observou-se um aumento em especial no uso da biocida (42%), um aditivo químico de origem vegetal, usado para combater a proliferação de microorganismos, como bactérias e fungos, que contaminam o combustível e também se acumulam no fundo dos tanques de armazenamento, e no teste rotineiro de água (46,2%). Esse cenário se traduz em prejuízos operacionais acumulados.
A gestão de água nos tanques, por exemplo, torna-se um desafio ainda maior. O biodiesel é higroscópico, ou seja, absorve mais água, criando um ambiente propício para essas bactérias se alimentarem do próprio biodiesel. Isso exige uma vigilância e manutenção redobradas, implicando em mais tempo, mais recursos e, claro, mais dor de cabeça para o seu dia a dia. Se a qualidade da armazenagem não for impecável, os problemas reportados pelos motoristas se intensificam, e a culpa recai sobre o seu negócio.
Onde o perfil é de rodovia, a pressão aumenta: postos rodoviários recebem proporcionalmente mais reclamações do que os urbanos — reflexo do mix de clientes (frota pesada, longas rotas, janelas de abastecimento apertadas). Em alguns estados essa sensibilidade se acentua: praças como Goiás, Santa Catarina e Minas têm figurado entre as mais desafiadoras, com percepção de impacto mais alta em determinados eixos. O recado é simples: o risco é desigual e pede procedimento sob medida.
Por que o Posto de Combustível vira o “Vilão”?
A questão é simples e direta: o motorista chega ao seu posto, abastece e, dias depois, tem um problema em seu veículo. A primeira e mais óbvia conexão que ele faz é com o último local onde comprou o combustível. Não importa se a culpa é da distribuidora, da formulação do biodiesel ou da falta de informação clara sobre a adaptação dos veículos ao novo composto. Na ponta, somos nós, revendedores, que recebemos as reclamações, arcamos com o descontentamento e, muitas vezes, com o ônus de tentar resolver uma questão que, francamente, não causamos.
É exatamente por isso que no ClubPetro estamos “De Olho no Mercado”. Nosso objetivo é munir você, revendedor, com as informações e o conhecimento necessários para navegar por este cenário complexo.
Queremos que você entenda os desafios do B15 e também saiba como se posicionar e proteger seu negócio. Por isso, vamos disponibilizar a pesquisa completa para você fazer a sua própria análise e manter sua equipe e seus clientes atualizados.
O Caminho para Lidar com o B15 e Proteger Seu Negócio
O B15 é uma realidade que veio para ficar e que impõe uma nova camada de complexidade à gestão dos postos de combustíveis. Não podemos ignorar os impactos, tanto para os motoristas quanto para a saúde financeira e reputacional do seu negócio.
A chave para superar este desafio está na informação, na vigilância constante da qualidade do produto que você oferece e na comunicação transparente com seus clientes. Esteja atento à qualidade do diesel que chega ao seu tanque, invista em boa gestão da água e de microrganismos, e prepare sua equipe para responder às dúvidas e reclamações dos clientes de forma clara e profissional.
Conte com o ClubPetro para se manter à frente neste mercado em constante transformação. Afinal, um revendedor bem informado é um revendedor que prospera. Para receber agora a pesquisa completa no seu e-mail, clique aqui!