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Brasil Perde R$ 30 Bilhões Anuais com Ilegalidade no Setor de Combustíveis, Alerta Ipiranga

  • 20/01/2026
  • 09:44
  • ClubPetro
Roubo de combustíveis e mercado ilegal causam prejuízos bilionários ao Brasil
Fonte: Ilustração representa o mercado ilegal de combustíveis e os prejuízos econômicos causados ao Brasil.

O Brasil enfrenta um prejuízo anual de R$ 30 bilhões em decorrência do mercado ilegal de combustíveis. Essa estimativa foi apresentada por Leonardo Linden, CEO da Ipiranga, durante entrevista concedida em janeiro de 2026 ao podcast “De Frente com CEO”, da EXAME, evidenciando o profundo impacto econômico das práticas ilícitas que afetam o setor em todo o país.

As irregularidades que impulsionam esse mercado clandestino abrangem desde a evasão fiscal e a adulteração de produtos até a importação ilegal e o descumprimento de normas ambientais e regulatórias. Linden destacou exemplos como a desobediência à mistura obrigatória de biocombustíveis e as obrigações do programa RenovaBio, onde empresas legalizadas investem milhões em créditos de descarbonização (CBIOs) enquanto operadores ilegais agem à margem da lei.

A concorrência desleal gerada por este cenário impõe desafios significativos às empresas que atuam dentro da legalidade. Dados do Instituto Combustível Legal (ICL) apontam que, das cerca de 160 distribuidoras de combustíveis no Brasil, aproximadamente 60 operariam fora das regras estabelecidas. Entre as práticas mais graves, o CEO da Ipiranga citou a importação anual de nafta, estimada em 300 milhões de litros, que estaria sendo desviada para postos de gasolina, em vez de seu destino apropriado para refino.

Para revendedores e proprietários de postos de combustíveis que operam corretamente, o cenário é de desvantagem competitiva. Afinal, você e outros empresários legalizados arcam com custos de conformidade, impostos, investimentos em infraestrutura, segurança e qualidade — como os R$ 100 milhões anuais que a Ipiranga destina a tecnologias de segurança —, enquanto os operadores ilegais ignoram essas exigências, conseguindo custos significativamente menores. Essa situação não prejudica apenas as companhias éticas, mas também o consumidor, que pode adquirir produtos adulterados, e as finanças públicas dos estados e da federação, que perdem bilhões em arrecadação tributária.

Leonardo Linden reconheceu os esforços de órgãos reguladores e de parte do corpo político no combate a essas ilegalidades, mencionando avanços como a monofasia do etanol. No entanto, ele enfatizou que o problema do mercado irregular se enraizou e demanda ações ainda mais incisivas. Há uma expectativa de que operações como a “Carbono Oculto”, que revelou distribuidoras ligadas ao crime organizado, avancem para novas fases, demonstrando a seriedade do problema. O CEO também contextualizou as transformações do mercado, desde a desregulamentação dos preços em 1991 até a mudança na atuação da Petrobras na importação de combustíveis, que transferiu maior responsabilidade às distribuidoras, exigindo adaptação e reforçando a necessidade de um ambiente regulatório justo.

A magnitude do prejuízo e a complexidade das irregularidades indicam que o combate ao mercado ilegal de combustíveis continuará sendo uma prioridade urgente para o setor e para as autoridades. Espera-se uma intensificação das fiscalizações e a busca por aperfeiçoamentos legislativos para garantir um ambiente de concorrência justa e a segurança do consumidor. Para você, proprietário de posto, compreender a dimensão desse problema e a importância da conformidade é fundamental para assegurar a sustentabilidade do seu negócio em um mercado que clama por mais transparência e justiça.

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